‘Tentativa de manchar a minha honra pessoal’, diz Ciro Nogueira após ser alvo da PF

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) manifestou-se nesta sexta-feira (8) sobre a quinta fase da Operação Compliance Zero. O parlamentar foi alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Por meio de publicação nas redes sociais, o presidente nacional do Progressistas classificou a ação como uma “tentativa de manchar” a sua “honra pessoal”.

“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu Ciro Nogueira.

Na publicação, o senador ainda citou episódio de 2018, quando a PF fez busca e apreensão em dois endereços relacionados a ele em Teresina, no Piauí. À época, Ciro Nogueira foi alvo da Operação Lava Jato. A ação que mirou o parlamentar foi deflagrada depois que o acordo de colaboração premiada foi firmado com empresários da Odebrecht.

O presidente do Progressistas disse que o caso de 2018 foi uma “perseguição política” e gerou um “efeito contrário”. “Crescemos seis pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição”, afirmou Ciro Nogueira.

Sobre o episódio, o senador ainda declarou ter ficado “comprovada” a sua “inocência”. Em dezembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia contra o parlamentar após o ministro Dias Toffoli determinar a anulação de todas as provas obtidas por meio dos acordos de leniência da Odebrecht.

“Suportar esse tipo de pressão só é possível para quem nasceu para servir o povo. E, eu digo: nada me faz abandonar o povo que confia em mim. Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”, declarou.

Ciro Nogueira alvo da PF

Segundo decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a quinta fase da Operação Compliance Zero na quinta-feira (7), Ciro Nogueira teria atuado em favor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”.

Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, em 2 de fevereiro, o senador afirmou que sua relação com Vorcaro era a mesma que “qualquer político em Brasília tem com banqueiros”. Perguntado sobre a emenda que apresentou para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, o Ciro Nogueira disse que a medida não beneficiaria o Banco Master e que “apenas corrige um problema existente há 10 anos”.

Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

  • Banco Master S/A;
  • Banco Master de Investimentos S/A;
  • Banco Letsbank S/A;
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

Leia a íntegra da nota de Ciro Nogueira

Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo: todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.

Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.

Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?.

Suportar esse tipo de pressão só é possível para quem nasceu para servir o povo. E, eu digo: nada me faz abandonar o povo que confia em mim. Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.

Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.

Vamos com tudo!

Atenciosamente,

Um cidadão completamente indignado.
Senador Ciro Nogueira.

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